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Projeto AUTORIA MARGINAL transforma literatura em ferramenta de resistência e acessibilidade cultural no Brasil

  • 16 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura



Com mural de grafite assinado por ODRUS, primeiro grafiteiro surdo do país, projeto inicia

ciclo nacional de formação, escuta e doação de livros sobre direitos autorais


Um livro que descomplica a lei e acende luzes onde só havia silêncio. Assim começa o

projeto AUTORIA MARGINAL, que tem levado arte, literatura e conhecimento jurídico a

territórios periféricos do Brasil. A proposta surge da urgência de democratizar o acesso à

informação sobre direitos autorais, resgatando vozes historicamente silenciadas pelo

sistema. A estreia do projeto aconteceu com força simbólica em Laguna (SC), onde um

mural assinado por ODRUS, o primeiro grafiteiro surdo do Brasil, marcou o início dessa

jornada transformadora.


A ação não é isolada: integra uma campanha de financiamento coletivo na plataforma

Benfeitoria, com metas ambiciosas. A cada apoio, um exemplar digital do livro “Eles

Deviam É Editar Livros Sobre os Segredos da Lei” é enviado ao colaborador, enquanto

versões físicas são doadas a artistas, produtores culturais e comunidades periféricas. A

meta final é impactar diretamente 10 mil pessoas com exemplares impressos e espaços de

escuta ativa ao longo de 2025.


O livro — uma provocação direta à música “Primeiro de Abril” do rapper MC Marechal —

reúne 13 crônicas que misturam literatura, vivências do movimento Hip Hop e contexto

jurídico. Mais do que um manual disfarçado de literatura, é uma travessia que reescreve a

história da autoria no Brasil, denunciando exclusões e propondo novas formas de acesso à

lei, à cultura e à liberdade criativa.


“Do samba ao Hip Hop, das rodas de rima aos escritórios de advocacia, AUTORIA

MARGINAL mostra como a autoria foi construída para poucos — e por que ela precisa

ser reescrita com todas as letras e beats que movem a cultura brasileira”, afirma o

produtor cultural e idealizador do projeto Preto Lauffer, que assina a obra ao lado da

advogada Isadora Bays e da pesquisadora universitária Liz Beatriz Sass.


Cada livro doado ativa um espaço formativo com rodas de conversa, oficinas e ações

educativas. Esses eventos acontecerão em escolas públicas, centros culturais e territórios

criativos espalhados pelo país. A primeira intervenção urbana já deu o tom: arte pública,

acessível e disruptiva.


Como apoiar

A campanha está ativa na Benfeitoria e precisa de pelo menos 2.222 apoiadores para

garantir a doação de 3.000 livros (Meta 1). O impacto cresce com metas subsequentes,

podendo chegar a 10.000 exemplares distribuídos. Mais do que doar um livro, os

apoiadores ajudam a impulsionar uma rede nacional de escuta, formação e resistência

cultural.


📚 Apoie e faça pARTE:

🎥 Vídeo oficial: https://youtu.be/7v3aaj_

BQI4

📺 YouTube: @autoriamarginal

 
 
 

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